Uma figura pública do Reino Unido, muito famosa, identificada nos tribunais apenas pelas siglas “PPT”, acionou a Alta Corte de Londres para tentar proibir a imprensa de divulgar seu nome e uma série de graves acusações de conduta sexual imprópria.
De acordo com o processo, veículos de comunicação como o Guardian News Media (GNM) e a ITN realizaram uma investigação minuciosa ao longo da qual entrevistaram cerca de 100 pessoas. Como resultado, a apuração aponta que a celebridade teria utilizado sua posição de poder e projeção pública para abordar e manter relacionamentos com mulheres jovens e adolescentes com intenção sexual.
Ação na justiça
Diante da iminência das publicações, a advogada do acusado, Sara Mansoori KC, solicitou uma liminar de urgência para barrar a veiculação do material. A defensora informou que seu cliente já tentou tirar a própria vida duas vezes após ser procurado pelos jornalistas para responder às acusações. Segundo ela, o famoso permaneceu internado sob supervisão médica por meses e não pretende retornar à vida pública.
Por outro lado, as empresas de imprensa argumentaram que possuem o direito e o dever de publicar reportagens de alto interesse público.
O advogado das publicações, Gavin Millar, ressaltou que muitas das supostas vítimas sofreram traumas profundos e desenvolveram transtornos mentais em decorrência dos atos relatados.
Além disso, os veículos sustentam que os riscos à saúde mental do acusado podem ser reduzidos com o acompanhamento médico adequado.
Orientação do tribunal
Ao analisar o caso, a celebridade negou veementemente todas as acusações de má conduta sexual. Contudo, o juiz encarregado do processo, Justice Nicklin, classificou a disputa como um caso complexo de alto interesse público.
O magistrado apelou aos meios de comunicação e ao público para não especular sobre a identidade da pessoa enquanto o processo judicial continua em andamento.
Fonte: Ofuxico
