A Associação Mineira de Municípios (AMM) emitiu um alerta às prefeituras de Minas Gerais sobre a continuidade de golpes cibernéticos que podem causar prejuízos milionários aos cofres públicos. A entidade reforça a importância de adotar medidas preventivas e ampliar os cuidados com a segurança das operações bancárias realizadas pelas administrações municipais.
De acordo com a associação, os criminosos se passam por gerentes ou funcionários de instituições financeiras e utilizam informações reais sobre a rotina das prefeituras para dar credibilidade às abordagens. Os contatos são feitos principalmente por telefone ou WhatsApp, sob a justificativa de atualizações de segurança ou procedimentos bancários.
Durante as tentativas de fraude, os golpistas solicitam que os servidores acessem links suspeitos, instalem programas, compartilhem senhas ou autorizem o acesso remoto aos computadores. Com essas informações ou permissões, os criminosos podem acessar os sistemas bancários, realizar transferências fraudulentas e desviar recursos públicos, comprometendo os serviços prestados à população.
Para evitar esse tipo de ocorrência, a AMM orienta os servidores a nunca compartilharem senhas ou códigos bancários, não instalarem programas enviados por contatos desconhecidos e confirmarem qualquer solicitação diretamente com a instituição financeira, sempre por meio de canais oficiais.
A entidade também recomenda que os prefeitos reforcem os controles de acesso às contas municipais e adotem mecanismos de dupla autorização para a realização de transferências bancárias, ampliando a segurança das movimentações financeiras.
Em caso de suspeita de golpe, a orientação é interromper imediatamente o contato, desconectar o computador da internet se houver indícios de acesso remoto, acionar a equipe de tecnologia da informação, comunicar o banco e registrar um boletim de ocorrência.
A Associação Mineira de Municípios destaca que a prevenção, a adoção de protocolos de segurança e a orientação contínua dos servidores são medidas essenciais para proteger o patrimônio público, evitar fraudes e reduzir os riscos de prejuízos financeiros às administrações municipais.
Fonte: Da Redação
